John William Waterhouse (1912)
Eu sempre imaginei que se eu pudesse perceber o mundo através de um corpo de homem, o mundo seria outro: mais robusto, talvez, seria um mundo com barba, com heróis - um mundo mais Ulisses do que Penélope, - um mundo com menos segredos também. Uma coisa que só sei dizer assim: com meus véus de mulher.
Seria um mundo paralelo, nem sei se me interessaria em saber como eu o perceberia se eu fosse homem, interessaria-me mais imaginar como seria ter a visão destes dois mundos ao mesmo tempo, poder visitar um mundo de outrem e depois voltar. Já pensaram?
Estou tecendo um manto de estrelas toda a noite
De tantos bordados que me olham lá de cima
Vou ficando pequenininha, pequenininha
Quando me canso é a saudade que me vem cerzir
Com mãos hábeis, une de uma ponta à outra
meu passado e meu futuro
Sempre tenho saudade de tudo
Estou tecendo um manto de estrelas toda a noite
De tantos bordados que me olham lá de cima
Vou ficando pequenininha, pequenininha
Quando me canso é a saudade que me vem cerzir
Com mãos hábeis, une de uma ponta à outra
meu passado e meu futuro
Sempre tenho saudade de tudo


4 comentários:
oi, querida, bem-vinda de volta! lindas palavras para um retorno, hein? espero que o furacão já tenha passado... posso te linkar lá no bicho solto?
adorei seu blog. vc sabe escolhar textos muito bons.
abraço
saudades até do presente? bjo.
É sim, Renato, até do presente. Beijo
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