terça-feira, janeiro 30

Penélope e os pretendentes
John William Waterhouse (1912)


Eu sempre imaginei que se eu pudesse perceber o mundo através de um corpo de homem, o mundo seria outro: mais robusto, talvez, seria um mundo com barba, com heróis - um mundo mais Ulisses do que Penélope, - um mundo com menos segredos também. Uma coisa que só sei dizer assim: com meus véus de mulher.

Seria um mundo paralelo, nem sei se me interessaria em saber como eu o perceberia se eu fosse homem, interessaria-me mais imaginar como seria ter a visão destes dois mundos ao mesmo tempo, poder visitar um mundo de outrem e depois voltar. Já pensaram?


Estou tecendo um manto de estrelas toda a noite
De tantos bordados que me olham lá de cima
Vou ficando pequenininha, pequenininha
Quando me canso é a saudade que me vem cerzir
Com mãos hábeis, une de uma ponta à outra
meu passado e meu futuro
Sempre tenho saudade de tudo

4 comentários:

renata penna disse...

oi, querida, bem-vinda de volta! lindas palavras para um retorno, hein? espero que o furacão já tenha passado... posso te linkar lá no bicho solto?

Helder Herik disse...

adorei seu blog. vc sabe escolhar textos muito bons.
abraço

Anônimo disse...

saudades até do presente? bjo.

Dri disse...

É sim, Renato, até do presente. Beijo