
Enfim 2006 está batendo as botas, não vou esconder de ninguém que é um alívio pra mim pensar que à meia-noite do primeiro dia de 2007 estarei entrando em um outro tempo, deixando tudo o que passou pra trás, como se estivesse desembarcando de uma máquina do tempo diretamente no futuro, no meu futuro daqui pra frente.
Como eu quero que seja este futuro? Boa pergunta. Muuito boa pergunta. O futuro é sempre uma série de apostas que nós fazemos e depois lá adiante vamos descobrir no que deu. Certo, o que eu quero para este ano é ter o prazer de descobrir que ainda posso apostar e que pode dar certo. Se quiserem podem chamar isso daí de esperança, mas eu diria que é uma dose de auto-confiança.
Estou aí pedindo o pacotão do ano a todos os orixás, santos e afins: quero que neste ano eu consiga acreditar em mim. E prometo que tomarei algumas providências para ser merecedora: vou dormir menos no ponto, cultivar meu espírito prático (em detrimento da sonhadora que habita esse corpo - estamos reformulando os espaços de cada coisa aqui dentro), vou sorrir mais, caminhar na Redenção, apreciar o pôr-do-sol, tirar fotografias, fazer novos amigos.
Vou rever meus amigos e ligar quando dá aquela vontade (que eu costumo deixar passar); não, dessa vez não vou deixar passar, porque sei que "hoje não" vira logo "esse ano não deu", "faz muitos anos que a gente não se vê". Não vou carregar pesos que tornem meu passo mais difícil, vou aprender a fazer a mala e levar somente o necessário.
Este ano não vou dizer tintim, direi pirlimpimpim. Este ano começo aqui, com a força do verbo e em voz alta, sendo eu.
