segunda-feira, julho 6

Ciranda



Suave, a minha pele olha a tua
Nem percebeste, mas um arrepio calado se fez ouvir
A Lua, vestida de amarelo-ouro, apareceu
Tão furtiva, sempre, a lua...

Ah, como me parece precisa essa música
Dos sons lá de fora e dos daqui de dentro

A noite conversa em nossos braços entrelaçados
Já estamos na ciranda e eu posso
Agora posso dançar
Mesmo que não saiba

Na noite, de olhar permissivo
sou criança recém-chegada
Do fundo do mar de silêncios
ouço o coração do mundo
Meu e teu,
Por um segundo

2 comentários:

Silvia disse...

que lindo! me fez pensar profundamente numa pessoa muito especial... o seu poema me tocou! Parabéns! um beijo!

CarolBorne disse...

Mais um caso de sincronicidade bloguística! Adoro como as teias virtuais capturam a gente!