terça-feira, fevereiro 20

Di Cavalcanti (Elegância)

Vinde, amor, que é Carnaval,

Que a máscara veste

Essa vontade tão mundana, tão real

Um instante que me vejam,

Nessa noite, pedras serão

Cortem-me e me multiplicarão

Queimem-me; reacender-me-ão

Vinde, que essa noite

O segredo mergulhado

Renascerá

Despido, escancarado

Vinde e provai do poder

Da estranha

Abri-me toda

Sou a flor do despudor

Sou beija-flor

Eu sou Carnaval, amor.


2 comentários:

Anônimo disse...

não bastasse ser carnaval, ainda é a campeã, rs. beije as flores, que venham os amores! bjos.

renata penna disse...

ótima escolha para ser. :o)