Ufff, prometo que não escrevo logo depois de sair do divã, como da última vez, sobretudo se foi uma sessão heavy. Sim, porque não é sempre assim, tem vezes que a sessão é light, com direito a rir de si mesma inclusive e até é possível sair e achar que se está mais leve (apesar de estar 4 quilos acima do peso normal) e que o dia está mais lindo e que as pessoas são todas simpáticas com você etc etc etc. Mas tem horas que o choro é inevitável e saio lavada de lá. E cada palavra corta a garganta, a voz sai embargada, frágil, junto de uma sensação de fraqueza que consome todos os meus dias já vividos, um a um. Tudo vira nada. Fico moribunda e saio arrastando os chinelos. Sigo de volta pra casa percorrendo o caminho que parece infindável, lágrimas caindo mansamente, sem controle, que vergonha, será que alguém está vendo? O mesmo caminho aquele que, pasmem, passa tão rápido que nem dá tempo de fechar o livro e organizar as coisas pra descer do micro-ônibus quando chega na Borges. Enfim, o mundo é de fato uma questão de pontos de vista. E de humores.
ELE CHEGOU
Há 6 anos



