
Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.
Cecília Meireles

2 comentários:
desfolhar-se dói, mas faz é só assim que se cresce, e se melhora. bjo!
... e o pulsar vai reverberando, para sempre. (já ouvi, sim! é indescritível...) bjos.
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