terça-feira, agosto 22

4o. Motivo da rosa



Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.

Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.

Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.

E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.

Cecília Meireles

2 comentários:

renata penna disse...

desfolhar-se dói, mas faz é só assim que se cresce, e se melhora. bjo!

Anônimo disse...

... e o pulsar vai reverberando, para sempre. (já ouvi, sim! é indescritível...) bjos.