(obra de Dalí roubada em maio de 2009 na Holanda)
Há coisas por debaixo de tudo. O mundo é um planeta com uma infinidade de canais subterrâneos, as pessoas podem esconder em suas vidas ordinárias tanta falta. Nem sou capaz de dizer de quê. Porque falta é falta e ponto final. Não tem uma especificidade.
Algumas vezes leio coisas por aí que não me fisgam, não me inpressionam, não me convencem, falta algo. Outras vezes, há quem escreva coisas que me capturam, por ser tão preciso nas palavras parece pensar com meus próprios pensamentos, minha história ou, ainda, minhas sensações. Raras vezes tem-se o desprazer de descobrir o oposto; que não parece, mas de fato é meu o que leio assinado por outrem. Estranho alguém buscar imprimir singularidade por mera imitação. Mas segundo me disseram dia desses: o plágio é uma forma de admiração. Uma forma faltante, mas é.


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