Vesti de preto aquelas memórias
Tricotadas de momentos
a enforcar-me
o tempo
Asfixiei respirando fundo
esse ar carregado
de atitudes rarefeitas
Morri onde esperava uma vida
Deixei uma flor na ferida
para murchar no esquecimento
com as tardes mudas
e as noites frias
Lento, o compasso de esperança seguiu
até voltar ao pó
Velo na invisibilidade
esse estranho
irreconhecível
inominável
que não sei quem é
ELE CHEGOU
Há 6 anos

Um comentário:
"verso, reverso, vice-verso"
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