quarta-feira, agosto 13

Vesti de preto aquelas memórias
Tricotadas de momentos
a enforcar-me
o tempo


Asfixiei respirando fundo
esse ar carregado
de atitudes rarefeitas


Morri onde esperava uma vida
Deixei uma flor na ferida
para murchar no esquecimento
com as tardes mudas
e as noites frias

Lento, o compasso de esperança seguiu
até voltar ao pó

Velo na invisibilidade
esse estranho
irreconhecível
inominável
que não sei quem é

Um comentário:

Renato Tardivo disse...

"verso, reverso, vice-verso"