quarta-feira, julho 25

Espera


Estes últimos quinze dias foram uma longa espera, que não é da mesma natureza dessa espera retratada por Di Cavalcanti, sala de espera com um ar calmo, lânguido e quente, tão diferente do frio que morou na minha espera: um frio na espinha, quase interminável. Esperar nunca foi o meu forte, eu que sempre quero ter controle de tudo na minha vida e acabo - como todos aqueles que têm essa ambição - sempre dando com os "burros n'água" e descobrindo que a gente não pode controlar a vida, essa indomável. Esperar é ter tempo demais para imaginar. É ter tempo sobrando pra sofrer. É não ter tempo pra agir, não ter mais tempo. E ter tempo demais pra saber. Esperar com o pescoço literalmente à prêmio. Mas enfim, a minha espera teve um final "quase feliz" e parece que a minha vida não vai mudar tanto assim, afinal. Mas está sendo um susto.

Nenhum comentário: